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Fazer o bem faz bem

Diariamente, milhares de pessoas (talvez milhões, se pensarmos em escala mundial) desenvolvem algum tipo de atividade voltada a uma causa. Os focos dessas ações variam muito: refugiados, crianças carentes, idosos, doentes, animais, meio ambiente, jovens em situação de risco, mulheres vítimas de violência, portadores de deficiências... A lista é infinita e, com certeza, muitos gostariam de realizar algum tipo de trabalho voluntário, mas não sabem como ou não dispõem de muito tempo livre.

Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre o voluntariado - e, quem sabe, incentivar mais pessoas a dar vazão a essa vontade -, o Mirante conversou com Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo. Confira:

Quais são as características de um bom voluntário?

Imagem: Getty Images

 

Além da vontade de servir, o que mais é preciso?

Também é necessário se identificar com a causa escolhida. Há ações sociais dos mais variados matizes. Então, é importante refletir sobre o que toca a cada um e quais as habilidades e competências que se pode colocar a serviço daquela causa. Ou seja, preciso escolher atividades que tenham a ver com quem eu sou e o que sei fazer. Não precisa ser algo enorme, podem ser até coisas bastante simples. Qualquer gesto é bem-vindo! O Game do Bem, que desenvolvemos e está disponível no site da Fundação, também pode ajudar na identificação de interesses e opções.

 E quais os maiores mitos em relação ao voluntariado?

Uma fantasia que precisa ser colocada por terra é que o voluntariado depende necessariamente de presença física. Temos hoje o voluntariado digital que possibilita a realização de uma série de ações via internet. Dois exemplos: traduzir um texto em inglês para uma escola pública ou fazer a leitura de rótulos de remédios para deficientes visuais. No site da Fundação, há uma  série de ações listadas que trabalham com diferentes causas e já são apoiadas por nós. Enfim, oferta não falta, vale só a reflexão daquilo que faz sentido para cada pessoa.

Outro mito é que, para ser voluntário, devo pagar alguma coisa ou fazer doações para uma instituição. As pessoas são, às vezes, muito mais carentes de atenção do que de bens materiais. Se você tem tempo disponível, pode ir a um asilo conversar com os idosos, contar histórias para crianças que estão em abrigos ou orfanatos... Tudo isso é atividade voluntária. Depende da vontade, tempo e interesse de cada um.

O que o voluntariado traz para quem ajuda?

Quando uma pessoa vai fazer uma ação voluntária, normalmente a expectativa é que está indo ajudar alguém. No final do dia, nós saímos diferentes, porque a gratidão e o carinho dessas pessoas em estado de carência são imensos. O fator reciprocidade é tão grande e de tanta sutileza que nos sentimos engrandecidos.

Encontramos idosos, crianças, pais e professores, por exemplo, que apesar de todas as dificuldades e limitações, são alegres. Então, é impossível não se transformar porque esse contato provoca uma reflexão imediata: se essas pessoas tão carentes estão tão felizes, por que eu tenho tantos momentos de desânimo?

O voluntário adquire uma série  de competências emocionais muito necessárias nos dias atuais, desenvolvendo maior equilíbrio para lidar com situações críticas e enfrentar os desafios cotidianos com mais humanidade e empatia. Algumas teorias dizem que a depressão, um mal que atinge milhões de pessoas hoje, é a ausência do eu. Prefiro pensar que os processos depressivos são muito mais associados à superposição do eu. Quando lanço um olhar para o outro, eu me permito ser empático e aprender com ele. E isso é extremamente valioso e enriquecedor!

 

Gostaria de começar?

Você pode encontrar indicações de associações ou entidades onde realizar trabalhos voluntários por aqui:

 

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Jardim Paulista – São Paulo-SP CEP: 01419-001

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