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Levando educação financeira a pessoas carentes

Na foto: Sinclair Ronaldo Mioto

Aposentado desde 2016, Sinclair Ronaldo Mioto doa parte do seu tempo, compartilhando seus conhecimentos para transformar vidas. Como? Ele desenvolveu um programa de planejamento financeiro para famílias carentes, levando alegria e esperança para as pessoas ao ajudá-las a organizar seu orçamento e gastar melhor seus poucos recursos. No final das contas, todos saem dessa experiência mais ricos, em todos os sentidos! Acompanhe essa histórica extraordinária:

Origem simples

“Sou caipira de Braúna, uma pequena cidade do interior de São Paulo, e venho de uma família bastante humilde. Quando nasci, meus pais já tinham quatro filhos bem mais velhos e sou, portanto, um filho temporão! Tive a oportunidade de conviver muito com meus pais na infância. No entanto, quando eu tinha 11 anos, perdi meu pai e isso afetou bastante nossas vidas. Minha mãe ficou sozinha, meus irmãos já tinham saído de casa e tínhamos que sobreviver com poucos recursos.”

Conselhos de mãe

“Minha mãe foi minha maior incentivadora para cuidar bem das finanças. Ela sempre recomendou que eu nunca fizesse uma dívida que me tirasse o sono e dizia, principalmente, que nós precisávamos batalhar pela vida porque nossa história era de uma família pobre e de gente que queria ir para frente. Com 14 anos, mudamos para Bauru e, por meio de um programa da Prefeitura que selecionava menores carentes para trabalhar em empresas, entrei na Telesp como office-boy.”


Traçando objetivos

“Por ser bastante cauteloso com dinheiro, consegui pagar meus estudos no curso técnico de Eletrônica, e, aos 18 anos, fui efetivado na companhia. Trabalhei no almoxarifado como estoquista e tinha uma visão clara de que, se eu estudasse, alcançaria uma situação melhor. Fiz faculdade de Administração e lá conheci Sueli, que se tornaria minha esposa e mãe dos nossos dois filhos: Eleonora, de 26 anos, e Rafael, de 21 anos.”


Conselhos de pai

“Em 2001, assumi uma gerência na Tgestiona, em São Paulo, onde fiquei até 2016, quando me desliguei como gerente sênior de Logística. Sempre procurei mostrar aos meus filhos a importância de ser previdente com as finanças e traçar objetivos claros. Hoje, posso falar, com orgulho, que eles são muito conectados com esses temas e, sobretudo, preocupados com o próximo.” 


E agora, o que fazer?

“Estava com 51 anos quando saí da empresa e procurei novos caminhos profissionais como consultor. Mas sentia que faltava alguma coisa que eu queria muito encontrar. Entrei, então, na Sociedade São Vicente de Paulo, uma entidade que promove o resgate social de pessoas sem recursos e assiste hoje 15 famílias. Foi essa experiência que abriu meus olhos e me incentivou a partir para outra iniciativa há dois anos, dessa vez por conta própria.”

"Essa experiência tem me enriquecido muito, sempre saio com uma sensação maravilhosa. Qual é o valor da minha vida? É muito recompensador mostrar o valor que cada um tem e o quanto é possível construir nessa caminhada!"

Assunto difícil

“Percebi que se a classe média tem dificuldade para se organizar financeiramente, pessoas carentes têm problemas ainda maiores. Decidi, então, fazer um trabalho que pudesse facilitar a vida dessa população. Já estava aposentado, com atividades eventuais de consultoria e lecionando em uma faculdade, e precisava arrumar tempo para essa ação social! Foi quando resolvi visitar comunidades carentes em São Paulo e apresentar um programa de planejamento financeiro. Sabia que estava entrando em um assunto difícil de abordar, ao falar com gente que não tem nada, que não consegue às vezes pagar o aluguel, fazer uma cesta básica... No entanto, logo notei o quanto estava levando de alegria e esperança para essas pessoas.”


Vim falar de dinheiro

“Cheguei até elas com o coração aberto, procurando usar uma linguagem simples. Caso contrário, não conseguiria dar meu recado. Nessas minhas andanças pela cidade, conheci uma psicóloga que trabalha num centro de acolhimento temporário da Prefeitura. Fiz, então, uma apresentação para 80 moradores de rua atendidos nesse centro, localizado na Mooca. São pessoas que perderam tudo, se distanciaram de suas famílias, mas que estão sendo preparadas para serem reinseridas na sociedade. No material que preparei para esse dia, coloquei uma foto de duas pessoas se abraçando e disse: Isso é o que vim fazer com vocês, vim dar um grande abraço. Vamos falar de dinheiro, algo que eu sei que muitas vezes vocês nem têm!


O que você busca?

Quero ter uma casa de novo! Quero ter um carro. Gostaria de trabalhar e comprar roupas novas. Quero voltar para minha casa... Comecei a mostrar a eles que todos temos sonhos que exigem planejamento para serem alcançados. Por isso, é tão importante falar de dinheiro. Quanto você ganha vendendo latinhas de alumínio? Muitos estavam gastando tudo o que ganhavam, sem fazer nenhuma economia. O que é essencial para você? De um jeito simples, indiquei que, se abrisse mão dos três cafezinhos por dia e tomasse apenas um, já dava para fazer uma pequena reserva mensal. Quem fuma? Fizemos a conta do quanto por mês vai escapando da mão com coisas que não trazem qualidade de vida. Priorizamos as necessidades, e, na conta final, aparece uma sobra que pode ser guardada.”


Realização pessoal

“Essa experiência tem me enriquecido muito, sempre saio com uma sensação maravilhosa. Qual é o valor da minha vida? Eu me pergunto. É recompensador mostrar o valor que cada um tem e quanto é possível construir nessa caminhada. Depois de anos na ativa, percebi que foi a minha organização que me permitiu conseguir aquilo que planejei: a minha casa, o meu carro e outras conquistas. Tenho meu plano de previdência complementar na Visão Prev, que sempre achei que seria minha segurança no futuro e que hoje é tão fundamental, pois consigo viver com tranquilidade. Acompanho de perto esse investimento, todo mês entro no site da Visão Prev, faço projeções, vejo meu saldo... enfim, continuo me planejando financeiramente. Mas, sem dúvida, só consegui isso tudo porque tracei uma meta. Eu me sinto um privilegiado por poder compartilhar minha experiência e conhecimento e transformar vidas!”

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